
[ Renata Dominguez ]

Nome: Renata Santos Dominguez
Nascimento: No Rio de Janeiro, em 8 de março de 1980
Primeiro trabalho na tevê: O programa Barra Libre, do canal Equavisa (do Equador), em 1993.
Trabalho que gostaria de ter feito: Uma vilã, como a Maria Regina, papel da Letícia Spiller em Suave Veneno
A que gosta de assistir: Filmes românticos. Sou manteiga derretida.Choro à toa
A que nunca assistiria: Filmes de terror.Não vejo nem amarrada.
Ator: Antônio Fagundes
Atriz: Fernanda Montenegro
Hobbie: Dançar
Projeto para o futuro: Seguir a carreira de atriz no Brasil.
Quero conquistar meu espaço no país em que nasci.
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[Quinta-feira, Dezembro 23, 2004]
PERSONAGEM
Ela quer ser odiada
Renata diz que pretende despertar a raiva do público com sua personagem má
FABÍOLA TAVERNARD/POPTEVÊ - Rio de Janeiro (RJ)
Renata Dominguez: a Branca de ¿A Escrava Isaura¿, da Record
Após viver, por três anos, a doce e romântica Solene em ¿Malhação¿, Renata Dominguez temia que só fosse convidada para fazer boazinhas. O alívio veio num telefonema. O diretor Herval Rossano a convidava para viver a malvada Branca em ¿A Escrava Isaura¿, da Record. ¿Eu ri quando ele me disse o nome da personagem, porque o tom da minha pele sempre foi alvo de brincadeiras¿, conta.
Brincadeiras à parte, Branca promete deixar o público bem furioso com as maldades que apronta com Isaura, de Bianca Rinaldi. A vilã será mais uma a tirar a paz da pobre escrava. ¿Quero ser odiada na rua¿, afirma Renata. Trocando de personagem e de emissora, a atriz se mostra tranqüila e otimista com a nova fase. ¿Sou apaixonada pelo que faço e sei que vai dar tudo certo¿, torce.
Mudança, aliás, é algo que há tempos faz parte da vida da carioca, que já morou, por seis anos, no Equador, onde apresentava programas juvenis. ¿Cheguei lá aos 13 anos, não falava uma palavra em espanhol e a única coisa que sabia sobre o país era que não faz fronteira com o Brasil¿, lembra a atriz, de 24 anos. Mas a adaptação foi inevitável e, após aproveitar a longa temporada equatoriana, Renata voltou para o Brasil com a família. A atriz prestou vestibular para arquitetura, mas não resistiu e matriculou-se no Teatro Tablado. Dali para o teste em ¿Malhação¿, foi um pulo. ¿Sempre quis ser atriz, mas como é uma carreira instável, quis ter outra profissão que me desse mais segurança. Hoje vejo que não tem jeito. Se fizer outra faculdade, será de artes cênicas ou algo parecido¿, reconhece.
Quais as suas expectativas em relação à Branca e à novela?
Estou nas nuvens. Foi uma honra ser convidada pelo Herval, que domina tudo sobre tramas de época, e pelo Thiago Santiago, que escrevia ¿Malhação¿ na minha época. E é bom viver uma personagem que não existiu na primeira versão, pois tenho mais liberdade para criar, estou livre de comparações. Ainda mais uma vilã.
Como você se preparou para viver sua primeira vilã?
Estudei e ainda estou estudando muito. Leio vários livros de época, para saber o que vestiam, o que comiam, todas as regras sociais. Também vejo vários filmes com mulheres más, para ter um leque maior de opções. Existem vários tipos de vilã, a declarada, a sonsa, a engraçada... Estou compondo, deixando aflorar meu lado vilã, que na verdade todo mundo tem, mas nem sempre vem à tona.
Como você trabalha a emoção em seus personagens?
Depois que embarco na emoção, demoro para sair. Na época em que a Solene se divorciou do Beto, em ¿Malhação¿, eu fiquei deprimida. Para mim, é importante manter uma certa realidade com o que se interpreta. Não consigo bater altos papos com uma pessoa que daqui a dois minutos terei que odiar em cena. Em ¿Escrava¿, aconteceu uma coisa muito engraçada: A Bianca me pediu ¿Quando terminarmos de gravar a última cena, você jura que me dá um abraço?¿. Eu ri e respondi que é lógico que sim. Afinal, depois da novela, não precisarei mais odiá-la.
Como é para você, uma jovem atriz, lidar com o assédio que a profissão impõe?
Procuro preservar minha intimidade. Não gosto de polêmicas porque não quero ser uma atriz com prazo de validade. Sei que isso exige muito trabalho, terei que provar muita coisa até atingir o reconhecimento que espero.
FONTE: http://www2.uol.com.br/tododia/ano2004/novembro/071104/revtv.htm
por ADRIANA CORDEIRO BRANDÃO * 9:49 PM
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